Archive of ‘Devaneios’ category

Nota de gratidão

Tenho andado tão cansada, tão preocupada, tão instável e sem vontade de compromissos sociais. Tenho tido pouco tempo pra mim e ainda estou me adaptando, mesmo que a duras penas, às novas rotinas.

Não está fácil.
Mas nunca estive tão grata, Deus.

Irregularidade

Talvez o defeito esteja no encanto.
O erro no excesso de zelo.
O pecado no sorriso fácil.
Um lapso pela inteligência e o desprendimento.
A imperfeição da liberdade.
Uma imprecisão na beleza destoante.

Inexatidão por pensar e sentir.
O bem que transparece e a alegria que se espalha devem ser a falha.

Talvez viva a procurar pelo lapso.
Pela lacuna onde se perde. E perde.

Desregramento, descuido, engano.
Dor de acreditar que o falho esteja no melhor de si.

 

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Estamos prontos 2017?

Estava nos meus planos, um textinho desses de reflexão sobre o ano que se inicia, sobre o que passamos nesse 2016 trashzérrimo e etc, porém, as coisas estão muito corridas por aqui e já estava achando que não ia rolar.
Aaaaaí, eis que vejo essa imagem hoje no pinterest e achei tão: “Bora 2017!” que resolvi compartilhar com vocês aqui no lugar do meu textão hahaha.

Eu já começo gostando do título: Saber e respeitar! Sim, porque saber, tem muita coisa que a gente “TA CARECA” de saber  e mesmo assim a gente não faz, não cumpre, ignora, finge que não vê, deixa pra outro dia, outra hora. Não é mesmo?
Fomos criados para nos relacionar, para conviver com outras pessoas e se a gente não sabe respeitar …  se a gente não respeita o outro, as regras, os direitos, os espaços … bom, aí fica assim como está, um mundo cheio de grosseria, de desafetos, de INTOLERÂNCIA, de mortes, de guerras. Fica bem assim, como é hoje. 🙁
Espero que gostem e que possa ser para vocês o motivo para parar um pouquinho e repensar ^^

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Encerro por aqui minhas atividades bloguísticas de 2016 com uma sensação muito boa de mudança, de energias renovas e de força pra fazer melhor.
Desejo a vocês um 2017 lindo e feliz! Obrigada por terem feito parte da minha vida em 2016 e nos encontramos por aqui em 2017 com muitos posts e muito amor! <3
♥ E que em 2017 saibamos respeitar mais!
Beijos !!!

Controle

Em uma conversa com uma amiga, um instante foi perdido pensando na possibilidade de dois botões, um que ativasse os sentimentos e um segundo que desativasse. Assim num simples toque, sem muito pensar, sem sofrimento. Mas será que ia resolver alguma coisa?

É o ambicioso desejo de poder controlar. E é assim todo o tempo.
Queremos controlar as horas, o destino, as decisões, as pessoas. E é essa vontade de controlar tudo que deixa tudo fora de controle. Nós achamos que somos assim, certos, espertos, capazes de dominar esse controle. Mas será que somos?

Seria bom se existisse um botão de play. Definiríamos quando começar cada coisa, esperaríamos estar prontos, seguros e aí sim, pode apertar o botão de iniciar!
Mas logo, só ele não seria suficiente, determinando a hora de começar alguma coisa, também iríamos querer poder parar. Um botão de STOP. Afinal controlaríamos o iniciar, mas correríamos o risco da continuidade fugir do nosso controle. Iniciando e parando, muito logo iríamos querer pausar. Claro, somos feitos de insegurança, a aliada do descontrole, “será?”. E tem também aquilo que passou e eu não vi. Ou aquilo que foi tão bom que eu queria ver novamente. Precisaríamos de um botão VOLTAR. E de um AVANÇAR logo que a dificuldade aparecesse. PULAR o que não me agrada ou quando ficasse muito difícil.

Pensei em quantos botões diferentes tem no controle remoto da TV lá de casa. E que sempre utilizo os mesmos. Sempre as mesmas necessidades. Muitos nem nunca tive a curiosidade de descobrir a função.
Controlo o que eu quero assistir, na hora e no volume que eu quero. E quando eu canso, desligo a TV. Grande poderosa! Ou não. Alimento-me dessa sensação de controle, mas preciso escolher o que assistir entre opções pré-definidas por alguém que eu nem conheço.
Esse controlar tão desejado está bem longe de um controle. Imagino milhões de botões – funções, cores, tamanhos e formatos diferentes – e nenhuma capacidade de administrá-lo.

A verdade é que a gente precisa aceitar que a vida exige muito mais controle, precisamos saber usar mais recursos que apenas os que tornam nossa vida mais fácil, mas feliz. É muito mais que o ”melhor pra mim”. Não dá pra pular o que tá ruim >> mas dá pra configurar e melhorar.
Autocontrole.

 

~ texto meu de 2012, com adaptações de Novembro de 2016. ♥

Espero que gostem e um beijo especial para o meu amigo Lucas Bernardo que disse sentir falta dos textinhos aqui no blog! <3

Recomeçar

Perdemos muito tempo esperando que algo se encerre para que possamos recomeçar.

Essa é uma lógica que peca ao nos forçar levar em frente o que nem queremos que chegue ao final. Talvez por já ter feito mal o suficiente, ou talvez por não ter forças ou motivos para continuar.
Dizem por aí que são covardes aqueles que desistem no meio do caminho. Não, não são. Covardes são os que prolongam o sofrimento. Os que se acomodam com o falho.
Parar é entender que você ainda tem forças para começar tudo de novo. Recomeçar é se dar outra chance. Seja fazendo o mesmo caminho com outros passos, seja buscando novos e diferentes caminhos.

TETRIS

Olá pessoas, dei outra sumida né?! :/ mas estou de volta!
Ontem estava arrumando umas coisas aqui no escritório e encontrei esse mimo que ganhei de presente.

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A uns anos atrás, inclusive em um perfil desativado do facebook, eu tinha mania de escrever notas. Coisas bem no estilo das que escrevo aqui na categoria ‘devaneios’ do blog, só que escrevia com uma frequência bem maior.
Uma vez escrevi um texto chamado Tetris. Não foi nada muito trabalhado, na verdade nenhum dos meus devaneios são, foi algo que eu estava pensando no momento e resolvi escrever.
Algum tempo depois uma amiga me presenteou com meu texto assim:

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Em formato de livreto, lindo! Ilustrado, capa dura, um mimo só <3
Com certeza foi um dos presentes mais significativos e lindos que eu já ganhei e faço questão de deixa-lo na minha estante junto com meus outros livros.

Resolvi compartilhar o meu texto aqui hoje! Me contem o que acharam!

TETRIS
Giramos, arredamos, mudamos o lado das coisas em uma incessante necessidade de que tudo se encaixe. As peças vão caindo, e você precisa correr contra o tempo para que elas entrem exatamente no lugar que lhes cabe, encaixando com a que já caiu e de uma maneira estratégica para facilitar a próxima que está por vir. É sempre esse objetivo, dia após dia. Muitas vezes elas ainda precisam estar encaixadas na mesma cor, pois isso lhe permitirá um ganho maior de pontos. Lembro-me de ter passado muitas horas da minha infância brincando assim no mine game. A cada fase as peças passavam a cair mais rápido e as jogadas precisavam ser mais ágeis até que uma sequencia de erros e peças fora do lugar levavam ao game over.
Hoje, pouca coisa mudou. A não ser a extinção do mine game.
As peças continuam a cair. Cada dia mais rápido e a necessidade de que tudo se encaixe continua – talvez hoje mais desesperador. Ainda ganhamos mais pontos se conseguimos encaixar as cores iguais. Sim, os mesmos gostos, os mesmos amigos, mesmo sonhos, os mesmos destinos.
Eu acredito que a lógica dos pontos deveria ser outra. Conseguir encaixar o diferente, o oposto, o improvável. Isso sim deveria valer mais pontos. Na verdade, acredito que essa necessidade de que tudo se encaixe tão perfeitamente deveria ser uma regra apenas no jogo do mine game. As coisas não precisam ser assim. Pensadas e calculadas friamente para que deem certo. Muito mais divertido sempre foi quando as peças estavam bagunçadas, em uma sequencia de erros e depois de 5 ou seis pilhas com buracos e falhas caia aquela peça desacreditada que acertava tudo. Que sensação gostosa! E deveria ser assim. Menos regras, menos padrões, menos cores iguais.  Liberdade para colocar a peça que quiser, no lugar que quiser. Poder trocar tudo de lugar e descobrir uma maneira diferente para que tudo se encaixe. E curtir isso. Ficar feliz com as novas possibilidades. Na verdade, talvez as coisas nem precisem se encaixar. Eu gosto mais do que é aparentemente impossível.
Assim como gosto de marrom com rosa e de Danoninho com Fandangos.
02/05/2013

ok vida,

De verdade eu tenho um sério problema com a vida. Nunca suportei ninguém mais folgada do que eu. Normalmente nada me obriga a conviver com gente que eu não suporto. Mas da vida eu não escapei. Sou obrigada a conviver com ela, pra ser mais exata eu sou obrigada a viver com ela. Eu ainda não entendi muito bem nossa relação e olha que já vivemos muita coisa juntas. PUTS! MUITAS coisas juntas. Vez ou outra encontro livros, textos e pessoas que acredito me fazerem entender melhor a nossa relação. Sei lá. Alguma coisa tem que dar certo. E vez ou outra dá sim. Na verdade muita coisa dá certo. A gente se entende quando ela quer. Conseguimos viver dias bem harmoniosos. Mas a vida é muito folgada! As vezes ela me assusta. Me sacode.  As vezes ela me derruba no chão e ri da minha cara. Quanta graça! Mas ela fica ali esperando eu levantar e seguir em frente. E ali na frente eu começo a rir também. A gente ri e vai seguindo. Já tomei cada tombo engraçado. Mas o problema maior da vida é a mania horrível que ela tem de bater na minha cara. Isso me mata. Quem ela pensa que é?  Tem dias que eu mal acordo e vem ela com um super tapa na cara. Eu não gosto disso. É nesse momento que eu me irrito muito.

Se eu tivesse força para revidar ela ia ver.

Deixa chover

Dias de chuva virão, eu sei. O céu vai nublar e minha única vontade vai ser ficar em casa, deitada, sem acreditar que algo bom possa acontecer. Mas eu prometo não me deixar abalar. Vou tomar banho de chuva. Comprar uma sombrinha com bolinhas amarelas. Calçar uma galocha com gliter e correr pelas poças d’agua. Vou entender que muita coisa precisa ser lavada mesmo. E vou abrir a tampa do ralo para que ela escorra, vá embora. Quando o sol vier outra vez eu estarei limpa, nova, pronta. Eu prometo que sim. Nem chuva, nem vento, nem nuvens escuras. O sol vai voltar, amanhã, eu sei.

Sobre ter chegado aos vinte e cinco

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Para quem não sabe, completei 25 primaveras no dia 01 desse mês lindo e florido que é outubro ! ~ balões subindo! ~ hahaha
Nos últimos 3 ou 4 anos vinha sofrendo com uma mega depressão pré aniversário. Todo ano era a mesma coisa, uma semana antes eu ficava muito bad, as minhocas da minha cabeça faziam uma mega festa. Eram sempre milhões de questionamento sobre para onde eu estava levando minha vida, que eu já estava velha demais para não ter isso ou aquilo ainda, que estava velha demais para fazer isso ou aquilo, enfim, eu dava uma pirada geral! Meu humor ficava péssimo até o dia do aniversário chegar e eu pudesse comemora-lo (Sou Aloka dos aniversários. Sempre preciso comemorar de alguma forma. Comigo não tem dessa “de não quero fazer nada”).

Esse ano eu já estava preparada esperando a bad chegar, mas ela não apareceu! Confesso que até o último dia ainda trabalhei o psicológico para o caso de uma maré de tristeza invadir o meu dia. Mas nada de bad! Tnks God! Cheguei aos 25 muito animada e feliz! Talvez muito mais louca, mais cansada, mais sem paciência, mas mais feliz!
Claro que os milhões de questionamentos ainda atormentam minha cabeça e acho até que hoje eles já sejam bilhões. O que tenho feito de realmente produtivo na minha vida? Será que não estou velha demais para querer começar algo do zero? Preciso casar agora? Porque não tenho nenhum bem material expressivo? E se eu quiser desistir? Meu trabalho é valorizado? É isso mesmo que eu quero pra minha vida?
Minha cabeça gira e eu ainda não consegui parar e colocar os pensamentos no lugar. Sei que tenho muita coisa para mudar nesses vinte e cinco e que precisa ser agora pois aos vinte e seis realmente pode ser tarde. Talvez esses vinte e cinco tenham chegado assim sereno – igual na música do los Hermanos – para que eu entenda que não tenho mais idade para ficar parada chorando, que o tempo realmente está passando rápido, que eu preciso começar firme e mudar tudo que puder, agora. Recomeçar, recontar, reciclar, sair, abandonar aquilo que não dá mais e buscar algo melhor. Mudar o cabelo de novo, aumentar as tatuagens, comprar um skate e andar. Tirar as roupas velhas do guarda roupa e doá-las. Colocar combustível nos projetos que já estão caminhando e tirar os outros do papel. Fazer, acontecer. Acreditar mais em mim! Me entregar mais, viver mais, estar mais ainda na presença de Deus.

Acredito muito em propósitos e sei que nada na vida da gente acontece em vão. Talvez o 25 tenha chegado assim, tranquilo e leve porque vem um tsunami por aí. Mas quer saber? Eu não estou com medo do que está por vir.

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